Marco e Mario a dupla do Triangulo

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A dupla a Marco e Mário começou a carreira musical em sua cidade natal: Uberlândia, em Minas Gerais. Atualmente com 25 e 29 anos, respectivamente, os dois irmãos tocavam juntos, mas não eram uma dupla. “Nós estávamos em uma banda gospel, chamada Sonhos e Visões, e simultaneamente tocávamos sertanejo nos bares”, conta Mário.

Muito bem-humorados, os irmãos admitem que não foi fácil montar a dupla. “Olha, ele não queria cantar de jeito nenhum, tive praticamente que arrastá-lo para os palcos!”, ri Marco, que fazia às vezes de cantor nas apresentações sertanejas. “Eu resistia mesmo! Meu negócio era ser compositor, produtor e músico”, rebate Mário, que afirma que o irmão demorou dois anos para convencê-lo a virar vocalista.

Devidamente estabelecidos como dupla, os irmãos estão lançando o CD e DVD Flecha do Cupido, primeiro por uma multinacional, a Sony Music - em sua carreira, eles já têm três CDs e um DVD independentes. “Mas nosso trabalho não mudou com o contrato com uma grande gravadora. Continuamos tentando criar um som com a nossa personalidade. Por isso, fazemos questão que todos os nossos trabalhos tenham, pelo menos, 50% de composições nossas”, afirma Mário.

Segundo os irmãos, o trabalho de criação de suas músicas é conjunto, mesmo que Mário assine sete das 15 faixas do álbum. “Ele é mais apaixonado mesmo. Às vezes, chega a compor umas três faixas por dia!”, ri Marco. “Na verdade, nós discutimos tudo, é uma colaboração. Não temos regras na hora de compor”, afirma a outra metade da dupla.

Ecléticos

Na hora de citar influências musicais, Marco e Mário misturam de tudo – de Bryan Adams, Simply Red e Backstreet Boys a Toquinho e Elis Regina. “A gente teve uma formação musical bem eclética. Nosso pai é totalmente sertanejo, aquele cara do interior mesmo. Já nossa mãe nos trouxe o som da MPB e da Jovem Guarda. E todo adolescente quer ser roqueiro, né? Daí, ficou essa mistura doida”, explica Mário.

Segundo eles, o som da dupla pode ser definido como “sertanejo contemporâneo”. “Hoje, a vertente que mais cresce é a do sertanejo universitário. Não temos nada contra, mas esse não é o nosso som. Nossa musicalidade traz, claro, alguns elementos desse estilo, mas também agrega diversos elementos do sertanejo tradicional, mais romântico”, define Mário. “Essa também é uma característica do Victor & Leo, que misturam muito bem um pouco dos dois”, completa Marco.

Agora, os mineiros estão preocupados com a divulgação dos novos CD e DVD, mas já vislumbram novos trabalhos. “Somos muito sonhadores. Assim que terminamos um projeto, pensamos em outro”, conta Mário. E, de acordo com o que os irmãos estão ouvindo e pesquisando no momento, parece que os próximos lançamentos também serão bem ecléticos. “Ouvimos muito sertanejo, MPB, Pedro Mariano, Roupa Nova... e estamos também num período bem oitocentista (sic), além de estudarmos um pouco o country americano”, conta Mário. “E, claro, Michael Jackson!”, completou Marco.

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